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A modelo inglesa Agyness Deyn confirmou sua vinda ao Brasil nesta temporada de desfiles. Sua acessoria de imprensa informou que será uma passagem rápida, em razão da agenda lotada da moça.

Ainda não se sabe ao certo o motivo da vinda. Especula-se que a responsável pela presença mais do que VIP seja a Ellus. Resta descobrir se ela desfilará ou fotografará para a Grife, a qual nao confirmou nem negou tal informação.

Para quem ainda não conhece, Agyness é a modelo ícone dos modernos. É amiga de todos os estilistas britânicos. Seu estilo é cool, street, repleto de cores neon, nada muito combinandinho, tampouco discreto. Todo esse espírito vanguardista já levou a modelo ao primeiro lugar da lista das mais bem vestidas da Tatler.

Alguns a apontam como a nova Twiggy, outros a consideram a sucessora de Kate Moss. O fato é que entre milhares de modelos quase idênticas ela se destaca.

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Agora é esperar para ver o que vai render dessa visita.


Começou o Fashion Rio. Em épocas de desfile o que mais se vê é uma sucessão de entrevistas sem sentido  com gente que nada tem a dizer.

E esse ano já temos a primeira pérola. Está lá no Chic:

“Betty Faria: como fashionista, ela é uma ótima atriz

11.01.2009

Betty Faria foi assistir ao desfile de Walter Rodrigues, que fechou o primeiro dia do Fashion Rio. Mas, ao contrário do que se espera de alguém sentado na primeira fila, a atriz mostrou que não liga muito para a moda.

Quando estava procurando seu lugar, por exemplo, Betty abordou Alcino Leite Neto, editor de moda do jornal Folha de S.Paulo, e perguntou: “Joaquim?”, confundindo o jornalista com o também jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos.

Em seguida, quando uma repórter perguntou o que ela estava vestindo, a resposta foi curta: “Ué, uma calça e uma blusa”. A mesma jornalista insistiu e quis saber se Betty acompanhava as tendências. Sentada na disputada primeira fila, a atriz disse que não se importa muito. ‘Quer dizer, às vezes pego uma revista ou outra e dou uma olhada’…”

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E a pergunta mais do que óbvia: SE NÃO LIGA PRA MODA E – EVIDENTEMENTE- SOBRE ELA NADA ENTENDE, O QUE RAIOS ESTÁ FAZENDO NA PRIMEIRA FILA DO DESFILE???

Todo ano é a mesma história. Em todos os desfiles, sempre tem um número “x” de celebridades dizendo que não ligam pra moda, que vestem aquilo que as faz sentir bem e que o estilista é um “grande amigo”. Enfim, todo mundo já sabe o texto de cor.  Tudo para  atrair o interesse do maior número de pessoas no evento (principalmente aquelas que não ligam para os desfiles mas adoram saber sobre a vida dos “artistas”).

O grande problema é que o lugar dessas celebridades poderia ser muito melhor ocupado (e aproveitado) pelos jornalistas que fazem a cobertura do evento. Ainda - sendo um pouco mais flexível - se a tal ”cota celebridade” é assim tão necessária, por que não escolher aquelas que tenham alguma identificação com o mundo da moda? Pelo menos para mudar as famosas respostas prontas. 

Tanto se fala na profissionalização da moda no Brasil (o que ainda me parece meio ilusório), então porque não dar alguma informação também ao público em geral. São realmente necessárias as inúmeras entrevistas sem conteúdo para chamar a atenção do público ao evento.

Numa semana de “moda”, em  que acontecem desfiles de “moda”, não me parece tão absurdo falar sobre as roupas que estão sendo desfiladas em maior proporção do que sobre aqueles que simplesmente assistem aos desfiles.

Em tempo: ainda me choca a semelhança entre entrevista de jogador de futebol pós jogo e de celebridade pós desfile.


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Edie Sedgwick foi musa de Andy Wahrol, um dos maiores expoentes do movimento underground dos anos 60/70. Nesse período um dos lugares mais famosos era a “Factory”, onde Andy Wahrol explorava todo seu potencial criativo. O local era extremamente cool, freqüentado por artistas de todos os gêneros e por aqueles que simplesmente queriam aparecer por lá.

  

Edie era de família rica. Iniciou sua carreira como modelo, profissão na qual nunca obteve grande aceitação – apesar de ter conquistado a simpatia de Diana Vreeland, que via nela um exemplar da juventude de sua época pelo seu comportamento e percepção de moda. Ao conhecer Wahrol, Edie Sedgwick passou acompanhá-lo em suas aparições e a protagonizar seus filmes, o que lhe conferiu o status de “cool” em Manhattan. Atuou em filmes, participou de desfiles e editoriais e ficou imortalizada como a Femme Fatale retratada na música do Velvet Underground.

 

 Além de Warhol, outro que se encantou por Edie foi Bob Dylan, que acabou compondo músicas com referências a ela, como “Leopard-skin pill-box hat”, alusão ao chapéu com estampa de leopardo da musa. Alias, a estampa de bicho eram elemento frequente em seus looks, além de gigantes bijuterias. Apesar da difícil combinação, ela jamais caiu na vulgaridade, sendo considerada até hoje como um ícone de estilo. 

 

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Sienna Miller no papel de Edie Sedgwick - com seu “leopard-skin pill-box hat” – em Factory Girl

 

Acontece que, nem sempre é fácil acertar em looks com estampas de bicho. Muito pelo contrário, como bem demonstra Mulher Melancia no ápice de sua “classe”:

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Não quero nem pensar que música isso daria…


É tão curioso o hype criado em cima de determinadas marcas. A Osklen, por exemplo. Sempre me pareceu muito barulho por nada toda a atenção que a mesma tem recebido nos últimos anos. Sei que minha opinião é bem tendenciosa, já que não nutro simpatia alguma em relação à marca – mas fiquei pasma quando vi o novo objeto de desejo criado para o verão/2009:

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Sim, isso mesmo, a réplica perfeita da sandália havaiana “pedreiro style”. O mimo custa a “bagatela” de R$ 39 e tem se esgotado rapidamente nas lojas Osklen. Há pelo menos 20 pessoas na lista aguardando ansiosamente pela nova remessa das sandálias, que virou hit entre o high society.

É, diante disso fica fácil perceber todo o “espírito inovador” de Oscar Metsavaht. Olha, longe de mim bancar a comunistinha-pão-dura, mas cá entre nós: entrar em uma lista de espera com 20 sujeitinhos sem noção na esperança de conseguir uma cópia “ilegítima” do chinelo mais povão do país? Faz algum sentido? Prefiro mil vezes pagar cinquinho pelas “legítimas”!

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Incrível como listas de espera valorizam o passe de qualquer coisa: de bolsa Hermés à cópia do chinelo do pedreiro. Se exclusividade é o novo luxo, criatividade será o novo lixo?


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Espaço para falar sobre moda, ícones, comportamento, arte, musica, filmes e tudo mais que vier à cabeça.




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